Nesse artigo, você entenderá o que é minimalismo e quais são os benefícios para a sua vida. Além disso, falarei sobre minha experiência com essa filosofia e compartilharei uma série de práticas que você poderá implementar a partir de hoje na sua vida.

O que é minimalismo?

Há dois conceitos divulgados hoje sobre que é minimalismo.

Um deles é mais voltado para movimentos artísticos, design, música e literatura que percorreram diversos momentos do século XX e preocuparam-se em fazer uso de poucos elementos fundamentais como base de expressão.

Já o outro conceito é mais voltado para o minimalismo como estilo de vida. E é sobre esse que vou falar aqui.

“Menos é mais.”

O minimalismo é uma filosofia de vida que te ajuda a viver com mais simplicidade e de maneira mais intencional.

Ou seja, o minimalismo envolve viver com mais liberdade, principalmente dos bens materiais. Praticar o desapego das coisas e excessos que acabam invadindo nossas vidas sem mesmo percebermos. Principalmente, por causa dessa cultura consumista e materialista que vivemos hoje.

Todo dia somos bombardeados por publicidades e narrativas que reforçam a nossa constante e ilusória necessidade de acumular mais e mais coisas em nossas vidas.

O minimalismo envolve um maior autoconhecimento que te ajuda a valorizar aquilo que realmente importa. Assim fica mais fácil eliminar o que não te agrega e focar no que é essencial para uma vida mais plena.

Como eu comecei a praticar o minimalismo

Desde que comecei minha jornada em busca de uma vida com mais sentido e liberdade, eu li muitos livros, fiz vários cursos, tive diversas conversas transformadoras, vi muitos filmes e documentários e vivi experiências únicas que mudaram a minha vida (você pode conhecer a minha história um pouquinho melhor aqui).

Um documentário que me fez repensar vários conceitos foi o The Minimalist do Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus (disponível no Netflix).

“Ame pessoas. Use coisas. O oposto nunca dá certo.”

Conectei bastante com a história dos caras e comecei a devorar o podcast  diariamente. Que por sinal, super recomendo!

Foi a partir daí que entendi os princípios por detrás do minimalismo e comecei a implementar uma série de práticas bem legais que me ajudaram a viver de maneira muito mais leve e consciente.

Uma coisa que gostei muito sobre a ideia deles é que não há certo ou errado no minimalismo.

Não há fórmulas, regras ou metodologias fechadas.

Há uma série de princípios que você pode adotar para sua vida e que devam fazer sentido para ti e mais ninguém.

Como comecei a viver uma vida de nômade digital, viajando pelo mundo e trabalhando remotamente, o minimalismo fez muito sentido para esse novo momento e estilo de vida e está sendo um constante aprendizado, dia após dia.

Quais os benefícios do minimalismo para sua vida?

Seguem aqui alguns dos benefícios que pude vivenciar na minha vida:

Intenção – Tudo o que tenho hoje faz sentido para mim. Não acumulo mais nada pensando que “um dia, quem sabe, poderei ainda utilizar isso.” Se estou na dúvida, não guardo mais.

Experiências – Passei a valorizar mais experiências do que posses. Imagina o que você vai querer contar para os seus netos quando estiver velhinho… As aventuras e países que conheceu ou quantos carros e apartamentos que você acumulou?

Organização – Tenho clareza de tudo o que possuo e onde está cada coisa. Assim não me perco em buscas intermináveis sobre aquela peça de roupa, objeto ou documento. Além de ser muito mais fácil de manter tudo limpinho e organizado.

Flexibilidade – Hoje tenho uma facilidade muito maior de viver em qualquer situação com poucas coisas. Seja um fim de semana ou uma viagem de 3 meses, fazer a mala não é um parto como antigamente. Já tenho clareza dos itens básicos que preciso e paz de espírito para seguir com as incertezas do futuro.

Leveza – Meu bem-estar e felicidade não dependem mais de coisas. Obviamente que preciso do mínimo (e não tem regras sobre esse “mínimo”), mas os alicerces das minhas necessidades para uma vida plena estão no meu interior e não no exterior.

Simplicidade – Consigo me sentir verdadeiramente bem em ambientes e contextos extremamente simples, sem nenhum luxo ou conforto.

Posses temporárias – Sempre quando vou adquirir algo, penso: “será que realmente preciso TER isso ou poderia ALUGAR por um determinado tempo.” E isso acabou me proporcionando  uma variedade ainda maior de experiências. Posso morar onde quiser hoje, desde um chalé na montanha na Itália como uma casa de praia na Austrália. Posso me locomover como bem entender nas cidades onde moro, desde um carro para o fim de semana, até uma scooter ou bicicleta para o dia-a-dia. Imagina o quanto custaria para adquirir e manter isso tudo…

Graninha a mais – Eu particularmente não vendi muitas coisas, mas é uma ótima oportunidade de você ofertar alguns desses objetos em sites como OLX e Mercado Livre e ganhar uma graninha extra.

Doações – Nesse processo de me desapegar das coisas, acabei fazendo o bem para outras pessoas doando roupas, objetos e  posses que não tinham mais sentido em minha vida.

O que não é minimalismo?

Minimalismo não é simplesmente sair se desfazendo dos seus bens e não comprar mais nada na sua vida.

Não é sobre número de peças de roupa no seu armário nem sobre uma regra tipo “você só pode ter até 30 itens”.

Não é sobre o tamanho do seu apartamento e número de móveis tipo “mais do que 30 metros quadrados está proíbido”.

Não importa quantas coisas você tenha. O que importa é o valor que elas representam para ti.

Quando você olhar para cada coisa na sua vida, você deve ter facilidade em responder qual o propósito dela existir e o que ela traz de valor na sua vida.

Minimalismo não é apenas ter coisas funcionais. Você também pode (deve) manter aqueles bens que tenham benefícios emocionais para ti.

Minimalismo também não é se isolar do mundo, viver sem eletricidade e se tornar um monge budista meditando 10 horas por dia e se alimentando apenas de arroz.

Você pode (deve) viver uma vida confortável e com regalias se isso tudo fizer sentido para ti. Ninguém deve julgar o que é importante para cada um.

Meus maiores desafios com o minimalismo

Meus maiores desafios nessa jornada foram e são:

Companheira – Tenho uma companheira de vida incrível que também é nômade digital comigo viajando pelo mundo. Mas apesar do minimalismo fazer muito sentido para mim, tive que entender que isso tudo não necessariamente tem o mesmo sentido para ela. E é muito importante respeitá-la e não forçar a barra ou tentar convencê-la que se desfazer de várias coisas é legal. Alguns pares de sapato a mais podem fazer mais sentido para ela e está ok! Isso foi um belo aprendizado para mim.

Peças com valor emocional – Eu fui me desfazendo do meu guarda-roupa gradualmente, e ainda continuo, mas o mais difícil foi me desfazer daquelas camisas que traziam recordações incríveis. Para quem não sabe, eu fui Campeão Mundial de Vôlei de Praia e tinha diversas camisetas e uniformes dos meus campeonatos que eram muito especiais, mas que não utilizava há anos. Então, depois de algumas tentativas de me desfazer, eu acabei doando. Mas em vez de doar aleatoriamente para instituições de caridade (como fiz com a maior parte das minhas roupas), eu acabei doando para familiares e amigos mais próximos que sei que veriam o valor especial naquelas peças, utilizariam em seu dia-a-dia e se sentiriam prestigiados. No final entendi que as memórias não estão nas coisas, mas sim dentro de você.

Por onde começar – No início é muito fácil se sentir sobrecarregado por onde começar. Por isso que para mim funcionou fazer de forma gradual. Duraram alguns anos para eu realmente me desfazer da maior parte dos meus bens e sempre procurava maneiras divertidas como organizar um “bazar da alegria”, organizar desafios estimulando amigos e família a fazer o mesmo do lado deles a fim de promover um troca troca entre todos e outros.

Arrependimento – Teve um ou outro item que eu me arrependi de ter doado, mas foram bem raras as situações.

Algumas práticas para introduzir o minimalismo na sua vida

O mais importante para você saber se o minimalismo faz sentido para ti é testar e começar a introduzir algumas práticas na sua vida.

Eu fiz uma seleção bem legal aqui de coisas que eu comecei a implementar na minha vida e outras que acabei lendo por aí achei que podem te agregar no seu caminho.

1) Mudando seu mindset

Reflita sobre os benefícios que o minimalismo pode trazer para sua vida e veja se vale a pena seguir nessa jornada.

Você não deve fazer isso por ninguém, apenas por você.

Estude o assunto:

→ Leia muitos livros sobre minimalismo, essencialismo, simplicidade, organização e outros temas relacionados a esse estilo de vida. Segue aqui uma lista bem legal .

→ Assista a filmes e documentários. Minha recomendação para iniciar é o The Minimalist.

→ Participe de comunidades no Facebook e outras plataformas sociais para conectar com outros praticantes ou curiosos sobre essa filosofia.

→ Participe ou organize Meetups sobre o assunto na sua cidade – são encontros presenciais para se discutir um tópico específico.

2) Limpando o excesso em sua casa

Comece pelas suas roupas

→ Separe caixas de papelão ou sacos plásticos grandes.

→ Esvazie TODAS as suas roupas do armário e organize por categoria (camisas, bermudas, sapatos, casacos…).

→ Monte seu armário novamente apenas com aqueles itens que você utilizou no último mês (se preferir começar light, pode ser nos últimos 3 ou 6 meses).

→ Depois separe o restante da seguinte forma:

∴ Não uso e não vou usar – venda ou doe.

∴ Gosto mas não uso muito – venda ou doe.

∴ Gosto muito mas só uso de vez em quando – doe para familiares e amigos ou guarde no armário e fique atento na próxima vez que realizar o mesmo exercício.Depois siga com os objetos na mesma lógica

Depois siga com os objetos na mesma lógica

→ Esvazie TODAS as gavetas de escrivaninhas, baús, caixas fechadas, prateleiras.

→ Muito provável que você jogue muita coisa fora aqui.

→ Você pode seguir um desafio de 21 dias muito bacana que os The Minimalist propuseram aqui nesse post. Uma maneira muito boa e divertida de dar os primeiros passos para uma vida mais minimalista.

Segue aqui um resumo ilustrado muito top do canal Ilustradamente sobre o livro A Mágica da Arrumação da Marie Kondo.

 

3) Diminuindo seu ritmo de compras

Antes de comprar qualquer coisa nova, faça as seguintes perguntas:

→ Realmente preciso disso na minha vida?

→ Posso alugar isso em vez de ter?

→ Consigo esperar 1 dia para comprar isso? (muitas vezes bastam 10 minutos para o impulso da compra desaparecer).

→ Tenho condições tranquilas para comprar esse item à vista? (evite comprar coisas parceladas).

4) Vivendo um novo estilo de vida

Fazendo sentido para ti, você pode começar a dar os passos para viver uma vida como nômade digital (falo melhor sobre o que é o nomadismo digital aqui)

→ Você precisa TER uma propriedade ou pode ficar vivendo em locais por temporada enquanto viaja pelo mundo?

→ Se fizer sentido ter uma casa, qual o tamanho ideal para ti?

→ Você precisa MANTER um carro na garagem e arcar com todos os custos de seguro, IPVA, manutenção… ou priorizar transportes públicos, bicicleta, e aluguel temporário do veículo?

Faça um detox de televisão, redes sociais, celular, whatsapp trocando a necessidade de estar informado sobre tudo o tempo todo para focar naquilo que é extremamente relevante para ti.

Aprenda a dizer “não” mais vezes em sua vida para aumentar a qualidade daquilo que você disser “sim”.

Desenvolva novos hábitos diários:

→ Medite por pelo menos 20 minutos.

→ Beba no mínimo 3 litros de água.

→ Durma uma média de 8h.

→ Seja grato por pelo menos 3 coisas positivas.

Continue se desenvolvendo continuamente para viver uma vida com mais sentido e liberdade.

Você também pode encontrar várias outras dicas bem legais aqui no blog Inspiradouro, na Wikihow e no blog Sou Minimalista.

Espero que tenha curtido esse artigo! Como presente, gostaria de te oferecer uma sessão de descoberta (valor de R$250) gratuita para dar os primeiros passos na direção de uma vida com mais sentido e liberdade.

Infelizmente eu não posso garantir que esse presente ainda esteja disponível na data que você estiver lendo esse artigo. Então espero que entenda que há um número limitado de sessões oferecidas e depois, provavelmente, não haverá mais.

Para agendar um horário, é só clicar aqui. E aí, vamos seguir em frente?

 

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